manhãs.
quero dizer-te : não morras.
nem me digas quem és, quem foste, como sabes
a língua que se fala sobre a terra.
ao lume lanço
toda a vontade de viver, ser vivo,
a cautela do ar, ardendo em torno.
passarei, terás passado em mim, só quero
dizer-te : não morras nunca, agora, nunca mais.
(antónio franco alexandre)
Há dias em que acordo a precisar de um poema.
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