Conduzir um autocarro não deve ser tarefa fácil, mais ainda numa cidade como Lisboa, com tantas ruas estreitas, inclinações e buracos.
Tenho de confessar que não tendo carta de condução admiro a perícia destes homens e mulheres que diariamente me conduzem nas diambulações que faço pela cidade. Contudo, hoje ao dirigir-me ao meu local de trabalho constatei que nem toda as pessoas partilham da minha admiração. Uma “colega” do autocarro 727 indignou-se com a fraca habilidade do condutor e fez questão de ir ter com ele e critica-lo na cara, perguntando-lhe porque razão não colocava determinada mudança e porque optava por acelarar e travar quando ela achava não serem as alturas indicadas. Depois de “despejar” toda a sua fúria sobre o pobre coitado voltou ao seu lugar avisando que não toleraria que a sua viagem continuasse com tais “devaneio”. Estupefacto, tal como os restantes passageiros, o condutor nada disse. Infelizmente saí na paragem seguinte ao acontecimento, mas acho que a viagem até ao Restelo não deve ter sido pacífica.
Parece-me bem que as pessoas manifestem as suas opiniões e os seus desagrados, mas a falta de educação ou a má formação não é de facto a melhor forma de fazer valer os nossos direitos.
Sejamos um pouco mais positivos.